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  • Patrulha do Lanche levanta debate sobre mudança na alimentação escolar
    20 | 12 | 2017 - 13:57 Informe-se

    Patrulha do Lanche levanta debate sobre mudança na alimentação escolar

    Grupo da Escola Municipal Castro visitou a Gerência de Alimentação escolar no dia 15 de dezembro

    A piora na qualidade do copo, que rasgava facilmente na mão das crianças na hora do recreio, fez o debate sobre a alimentação escolar virar rotina e conquistar a participação ativa dos alunos na Escola Municipal Castro, na regional do Boqueirão.

    O problema descoberto pelos alunos do 4º ano foi levado para uma reunião com o pais, que se engajaram e enviaram uma moção questionando a qualidade do produto para a Gerência de Alimentação Escolar. A cobrança deu resultado e os copos foram substituídos pela empresa terceirizada em toda a rede de ensino.

    Além da substituição dos copos, a conquista serviu de estopim para o surgimento do projeto Operação Lanche, coordenado pela professora Luciana Kopsch junto aos alunos do 4º ano.

     Pesquisa sugere mudanças no cardápio

    A primeira ação do projeto foi a realização de uma pesquisa sobre o que as crianças acham da aparência e do sabor do lanche servido no recreio. O resultado desse levantamento, que envolveu toda a escola, foi entregue à Gerência de Alimentação Escolar no dia 15 de dezembro.

    Acompanhado dos pais e da professora, um grupo de alunos foi até o Edifício Delta falar sobre o resultado do projeto e cobrar as melhorias diagnosticadas através do questionário.

    A pesquisa apontou que os alunos da escola gostam de comer frutas e gostariam que uma maior variedade fosse servida no recreio. Também descobriu uma grande rejeição das crianças aos pudins, vitaminas e leites aromatizados e também aos risotos entregues pela empresa terceirizada.

    Um incentivo ao pensamento crítico

    O projeto Operação Lanche foi muito além da aplicação do questionário e da análise dos dados. Ao longo do ano, foram criadas outras tarefas e missões relacionadas ao projeto principal.

    Os alunos se tornaram patrulheiros, responsáveis por fiscalizar a qualidade do lanche. Em agosto, foram até a Câmara Municipal entrevistar o autor do projeto Segunda-Feira Sem Carne. Em seguida, produziram um material de conscientização para a comunidade sobre o descarte correto do óleo de cozinha e coletaram no bairro. A última ação, ainda em andamento, foi a criação do “lanchômetro”, no qual os alunos se revezam em todas as turmas para provar e anotar a qualidade do lanche diariamente.

    Além de abordar conteúdos curriculares de forma diferenciada, as atividades estimulam o pensamento crítico e contribuem para mudar a forma como a alimentação escolar é tratada ao estimular os alunos a terem voz ativa na fiscalização e na decisão sobre o cardápio.

    Para Suelen Teresa da Rosa, mãe do Leonardo, o grande mérito do projeto é aproximar o conhecimento teórico e científico da prática vivida pelas crianças. “Mais importante do que avaliar se o lanche é bom ou não, é estimular que as crianças se posicionem, que falem sobre o que gostam ou não e partir disso trazer o debate para a sala de aula”, completa.

    Moisés Alves Pereira, pai dos gêmeos André e Samuel, também participou da reunião com a Gerência de Alimentação Escolar. “O projeto permite que as crianças desenvolvam a crítica desde pequenos e tenham acesso a outras áreas, como inclusão e sustentabilidade, temas que quando eu era criança não tive oportunidade”, aponta.

    Avançar na alimentação escolar exige ouvir os alunos e contratar mais profissionais

    As sugestões apresentadas pelo grupo serão avaliadas pela Gerência de Alimentação Escolar, que se comprometeu a responder as solicitações. Além das mudanças no lanche, os pais também defenderam que o projeto estimule o surgimento de novas ideias e que a Secretaria Municipal de Educação estude alternativas para ampliar a iniciativa em toda a rede.

    Hoje, há apenas quatro nutricionistas responsáveis por atender toda a rede municipal de educação. O dado foi apresentada na reunião pela professora Liliane Tsumanuma, que representa o magistério no Conselho de Alimentação Escolar (CAE). Além de ampliar esse número, as professoras e professores reivindicam que o modelo de terceirização seja revisto e que a alimentação volte a ser produzida nas unidades de ensino, por profissionais concursados.

    A sobrecarga gerada pela falta de profissionais e a falta de recursos foram dificuldades debatidas na reunião. “É preciso olhar de forma multidisciplinar para a sala e garantir condições para atender os alunos que têm sede de conhecimento”, aponta Suelen.

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  • 20 | 12 | 2017 - 13:57 Informe-se
    Patrulha do Lanche levanta debate sobre mudança na alimentação escolar

    Patrulha do Lanche levanta debate sobre mudança na alimentação escolar

    Grupo da Escola Municipal Castro visitou a Gerência de Alimentação escolar no dia 15 de dezembro

    A piora na qualidade do copo, que rasgava facilmente na mão das crianças na hora do recreio, fez o debate sobre a alimentação escolar virar rotina e conquistar a participação ativa dos alunos na Escola Municipal Castro, na regional do Boqueirão.

    O problema descoberto pelos alunos do 4º ano foi levado para uma reunião com o pais, que se engajaram e enviaram uma moção questionando a qualidade do produto para a Gerência de Alimentação Escolar. A cobrança deu resultado e os copos foram substituídos pela empresa terceirizada em toda a rede de ensino.

    Além da substituição dos copos, a conquista serviu de estopim para o surgimento do projeto Operação Lanche, coordenado pela professora Luciana Kopsch junto aos alunos do 4º ano.

     Pesquisa sugere mudanças no cardápio

    A primeira ação do projeto foi a realização de uma pesquisa sobre o que as crianças acham da aparência e do sabor do lanche servido no recreio. O resultado desse levantamento, que envolveu toda a escola, foi entregue à Gerência de Alimentação Escolar no dia 15 de dezembro.

    Acompanhado dos pais e da professora, um grupo de alunos foi até o Edifício Delta falar sobre o resultado do projeto e cobrar as melhorias diagnosticadas através do questionário.

    A pesquisa apontou que os alunos da escola gostam de comer frutas e gostariam que uma maior variedade fosse servida no recreio. Também descobriu uma grande rejeição das crianças aos pudins, vitaminas e leites aromatizados e também aos risotos entregues pela empresa terceirizada.

    Um incentivo ao pensamento crítico

    O projeto Operação Lanche foi muito além da aplicação do questionário e da análise dos dados. Ao longo do ano, foram criadas outras tarefas e missões relacionadas ao projeto principal.

    Os alunos se tornaram patrulheiros, responsáveis por fiscalizar a qualidade do lanche. Em agosto, foram até a Câmara Municipal entrevistar o autor do projeto Segunda-Feira Sem Carne. Em seguida, produziram um material de conscientização para a comunidade sobre o descarte correto do óleo de cozinha e coletaram no bairro. A última ação, ainda em andamento, foi a criação do “lanchômetro”, no qual os alunos se revezam em todas as turmas para provar e anotar a qualidade do lanche diariamente.

    Além de abordar conteúdos curriculares de forma diferenciada, as atividades estimulam o pensamento crítico e contribuem para mudar a forma como a alimentação escolar é tratada ao estimular os alunos a terem voz ativa na fiscalização e na decisão sobre o cardápio.

    Para Suelen Teresa da Rosa, mãe do Leonardo, o grande mérito do projeto é aproximar o conhecimento teórico e científico da prática vivida pelas crianças. “Mais importante do que avaliar se o lanche é bom ou não, é estimular que as crianças se posicionem, que falem sobre o que gostam ou não e partir disso trazer o debate para a sala de aula”, completa.

    Moisés Alves Pereira, pai dos gêmeos André e Samuel, também participou da reunião com a Gerência de Alimentação Escolar. “O projeto permite que as crianças desenvolvam a crítica desde pequenos e tenham acesso a outras áreas, como inclusão e sustentabilidade, temas que quando eu era criança não tive oportunidade”, aponta.

    Avançar na alimentação escolar exige ouvir os alunos e contratar mais profissionais

    As sugestões apresentadas pelo grupo serão avaliadas pela Gerência de Alimentação Escolar, que se comprometeu a responder as solicitações. Além das mudanças no lanche, os pais também defenderam que o projeto estimule o surgimento de novas ideias e que a Secretaria Municipal de Educação estude alternativas para ampliar a iniciativa em toda a rede.

    Hoje, há apenas quatro nutricionistas responsáveis por atender toda a rede municipal de educação. O dado foi apresentada na reunião pela professora Liliane Tsumanuma, que representa o magistério no Conselho de Alimentação Escolar (CAE). Além de ampliar esse número, as professoras e professores reivindicam que o modelo de terceirização seja revisto e que a alimentação volte a ser produzida nas unidades de ensino, por profissionais concursados.

    A sobrecarga gerada pela falta de profissionais e a falta de recursos foram dificuldades debatidas na reunião. “É preciso olhar de forma multidisciplinar para a sala e garantir condições para atender os alunos que têm sede de conhecimento”, aponta Suelen.

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