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Prefeitura paga caro por vigilantes, mas não negocia com a guarda municipal
As negociações entre a Prefeitura e a Guarda Municipal estão paradas. Em vez de buscar solução, o prefeito Beto Richa tenta desmobilizar a greve dos guardas municipais. A estatégia usada foi contratar vigilantes por meio de empresa terceirizada para a segurança de alguns estabelecimentos públicos municipais. A medida é encarada pelo sindicato como uma afronta ao movimento.
“O prefeito deveria estar preocupado em negociar com os guardas, ao invés de gastar dinheiro público, afinal, nós, mais do que ninguém, queremos que a greve chegue ao final, mas isso depende da disposição da prefeitura em negociar uma proposta digna para o piso salarial da categoria”, questiona Irene Rodrigues, secretária de assuntos jurídicos do Sismuc.
O piso salarial de um vigilante de Curitiba é de R$ 996, conforme convenção coletiva de trabalho. Já o guarda municipal recebe como piso R$ 710,88. “Se a prefeitura pode pagar R$ 996 para os vigilantes, porque ela não pode aumentar o salário-base dos guardas”, pergunta Irene.
Além do salário maior, ao vigilante a Prefeitura tem que pagar os encargos trabalhistas (INSS, FGTS), auxílio transporte e auxílio refeição e os valores proporcionais ao 13º salário e ao abono de férias. Isto, além da taxa de administração cobrada pela empresa terceirizadora da mão-de-obra.
Piso baixo
De acordo com o levantamento realizado pela assessoria do vereador Pedro Paulo, Curitiba está atrás de várias cidades no que diz respeito ao valor do piso salarial dos guardas. Cidades de porte equivalente pagam melhor, como é o caso de
• Belo Horizonte (MG), R$ 1.267;
• Campinas (SP), R$ 1.484;
• Diadema (SP), R$ 1.069; e
• São Bernardo do Campo (SP), R$ 1.093.
Na região metropolitana de Curitiba, a capital também fica atrás de
• Araucária, R$ 1.106;
• Pinhais R$ 820;
• São José dos Pinhais, R$ 1.373 e
• Campo Largo, R$ 1.053.
Sem respostas
As manifestações também foram intensas no dia de hoje. Com o objetivo de pressionar para agilizar as negociações com a prefeitura, que não deu mais respostas, vários guardas participaram de uma passeata que seguiu por ruas do centro, incluindo a avenida Marechal Deodoro. O movimento passou em frente à sede da guarda municipal e chegou, mais uma vez à prefeitura municipal.
Da redação, com informações da Assessoria do Sismuc