Aconteceram em 3 de março, no Rio Grande do Sul, manifestações da Via Campesina para denunciar o modelo do agronegócio e os riscos do avanço dos transgênicos para a saúde.
Centenas de mulheres estiveram em Esteio, em frente da fábrica da Solae, que é o um dos maiores complexos de processamento de soja transgênica da América Latina. A fábrica foi fundada em 2003 através da aliança do grupo Bunge (multinacional de sementes e de comida industrializada) com o grupo Dupont (produtora de agrotóxico).
Todas as mulheres presentes carregavam bonecos simbolizando esqueletos e, em determinado momento, elas os amamentaram, visando alertar a sociedade de que o futuro que o agronegócio nos oferece, especialmente aos nossos filhos, é a morte.
Ao final da manhã as mulheres fizeram outro ato, em Porto Alegre, para denunciar a apropriação privada que a UFRGS está promovendo através da criação de um Parque Tecnológico.
As mulheres acamparam no parque Harmonia, onde realizaram debates acerca das lutas das mulheres do campo e cidade.