Sismac
  • 14 | 07 | 2021 - 15:39 Informe-se

    Denúncia dos sindicatos força CME a retomar as reuniões mensais

    Denúncia dos sindicatos força CME a retomar as reuniões mensais
    CME não realizava reuniões desde novembro de 2020
    Depois de oito meses de inatividade do Conselho Municipal de Educação (CME), os conselheiros se reuniram na última quinta-feira (8) e votaram de forma unânime pela retomada das reuniões do Conselho e de forma virtual, se necessário. Essa vitória é fruto da pressão e das denúncias feitas pelas direções do SISMMAC e do SISMUC à Promotoria de Justiça e Educação de Curitiba (MPPR) e à União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME-PR), nas quais criticaram a inércia do CME por não ter convocado nenhuma reunião desde novembro de 2020.

    A votação determinou que, enquanto o município estiver em bandeira amarela, as reuniões serão realizadas de forma presencial no edifício Delta, onde há mais estrutura para respeitar o distanciamento social. Em caso de bandeira laranja ou vermelha, as reuniões passarão a ser remotas. 

    Agora, o CME retoma, mesmo que de forma tardia, as discussões mensais acerca da situação da educação em Curitiba na pandemia. Logo após a votação sobre a continuidade das reuniões, o Conselho apresentou e aprovou o parecer e a deliberação sobre a volta das aulas presenciais no sistema híbrido. Confira o parecer quando for publicado em breve aqui. 

    Inércia

    Mesmo com a volta das reuniões mensais, os Sindicatos SISMMAC e SISMUC reforçam que é inadmissível que o CME tenha deixado de acompanhar os últimos acontecimentos da educação no município, que passou por diversos momentos críticos desde novembro de 2020, data da última reunião realizada pelo Conselho. 

    A insistência do CME pela realização de reuniões presenciais mesmo em meio à pandemia fez com que os encontros fossem simplesmente suspensos, sem a possibilidade de optar por ferramentas de reunião virtual. Assim, o Conselho não acompanhou a primeira tentativa desastrosa da Prefeitura de retomada das aulas presenciais em fevereiro de 2021, que resultou em 115 casos confirmados em 64 unidades de educação, sendo que 12 unidades apresentaram o que é considerado surto de Covid-19.

    O CME deixou de participar dos debates de projetos de lei importantes que tramitam na Câmara de Vereadores, como o da educação como serviço essencial, o retorno das aulas e do ensino domiciliar (homeschooling), o que foi pontuado pelos sindicatos. Também ficou alheio as denúncias importantes feitas pelos sindicatos SISMMAC e SISMUC sobre a qualidade dos materiais de proteção distribuídos pela Prefeitura nas unidades de ensino de Curitiba. Em março de 2021, os sindicatos recolheram amostras de álcool em Gel fornecido pela Prefeitura e enviou para testes no Laboratório Multiusuário de Ressonância Magnética Nuclear da UFPR. Os resultados mostraram que o álcool em gel analisado estava abaixo da concentração necessária para eliminar o vírus da Covid-19. 

    Já em maio, outra avaliação técnica encomendada pelos sindicatos revelou que máscaras de tecido distribuídas para os trabalhadores da educação têm apenas 59,7% de eficácia. No caso das máscaras para os alunos a situação é ainda pior, pois possuem apenas 48,1% de eficácia. 

    E o CME, que poderia ter auxiliado na fiscalização e fortalecido as denúncias em defesa da vida dos trabalhadores da educação, esteve omisso durante todos esses momentos. 


  • 14 | 07 | 2021 - 15:39 Informe-se

    Denúncia dos sindicatos força CME a retomar as reuniões mensais

    Denúncia dos sindicatos força CME a retomar as reuniões mensais
    CME não realizava reuniões desde novembro de 2020
    Depois de oito meses de inatividade do Conselho Municipal de Educação (CME), os conselheiros se reuniram na última quinta-feira (8) e votaram de forma unânime pela retomada das reuniões do Conselho e de forma virtual, se necessário. Essa vitória é fruto da pressão e das denúncias feitas pelas direções do SISMMAC e do SISMUC à Promotoria de Justiça e Educação de Curitiba (MPPR) e à União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME-PR), nas quais criticaram a inércia do CME por não ter convocado nenhuma reunião desde novembro de 2020.

    A votação determinou que, enquanto o município estiver em bandeira amarela, as reuniões serão realizadas de forma presencial no edifício Delta, onde há mais estrutura para respeitar o distanciamento social. Em caso de bandeira laranja ou vermelha, as reuniões passarão a ser remotas. 

    Agora, o CME retoma, mesmo que de forma tardia, as discussões mensais acerca da situação da educação em Curitiba na pandemia. Logo após a votação sobre a continuidade das reuniões, o Conselho apresentou e aprovou o parecer e a deliberação sobre a volta das aulas presenciais no sistema híbrido. Confira o parecer quando for publicado em breve aqui. 

    Inércia

    Mesmo com a volta das reuniões mensais, os Sindicatos SISMMAC e SISMUC reforçam que é inadmissível que o CME tenha deixado de acompanhar os últimos acontecimentos da educação no município, que passou por diversos momentos críticos desde novembro de 2020, data da última reunião realizada pelo Conselho. 

    A insistência do CME pela realização de reuniões presenciais mesmo em meio à pandemia fez com que os encontros fossem simplesmente suspensos, sem a possibilidade de optar por ferramentas de reunião virtual. Assim, o Conselho não acompanhou a primeira tentativa desastrosa da Prefeitura de retomada das aulas presenciais em fevereiro de 2021, que resultou em 115 casos confirmados em 64 unidades de educação, sendo que 12 unidades apresentaram o que é considerado surto de Covid-19.

    O CME deixou de participar dos debates de projetos de lei importantes que tramitam na Câmara de Vereadores, como o da educação como serviço essencial, o retorno das aulas e do ensino domiciliar (homeschooling), o que foi pontuado pelos sindicatos. Também ficou alheio as denúncias importantes feitas pelos sindicatos SISMMAC e SISMUC sobre a qualidade dos materiais de proteção distribuídos pela Prefeitura nas unidades de ensino de Curitiba. Em março de 2021, os sindicatos recolheram amostras de álcool em Gel fornecido pela Prefeitura e enviou para testes no Laboratório Multiusuário de Ressonância Magnética Nuclear da UFPR. Os resultados mostraram que o álcool em gel analisado estava abaixo da concentração necessária para eliminar o vírus da Covid-19. 

    Já em maio, outra avaliação técnica encomendada pelos sindicatos revelou que máscaras de tecido distribuídas para os trabalhadores da educação têm apenas 59,7% de eficácia. No caso das máscaras para os alunos a situação é ainda pior, pois possuem apenas 48,1% de eficácia. 

    E o CME, que poderia ter auxiliado na fiscalização e fortalecido as denúncias em defesa da vida dos trabalhadores da educação, esteve omisso durante todos esses momentos. 


Rua Nunes Machado, 1644, Rebouças – Curitiba / PR, CEP. 80.220-070 - Fone/Fax.: (41) 3225-6729

DOHMS